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Clube de Astronomia da ESLagoa na “Caça aos Asteroides”

O Clube de Astronomia da Escola Secundária da Lagoa participa desde 2024 no projeto internacional de “Caça aos Asteroides”. Até à data existem sete descobertas preliminares de novos asteroides registadas junto da IASC, quatro registos no ano 24/25 (P222NoZ, P226VM2, P127BMg e P222GTg) e três registos no ano 25/26 (P12KhB8, P12lMUc e P222mGCn). Registe-se que 3 destas descobertas foram, em trabalho autónomo, da responsabilidade dos alunos. É de ter em conta que, nesta última campanha, este Clube tem o registo de 1% das deteções preliminares a nível mundial (3 em 300).

Têm estado envolvidos neste projeto os professores, deste Clube, Emília Pinto, Luis Machado e Rui Tavares.

No ano letivo 25/26, cinco elementos deste Clube (3 professores e 2 alunas do 10º ano, do curso de Línguas e Humanidades), que, utilizando o software “astrométrica”, participaram em várias campanhas. Este grupo é orientado pelo astrónomo-amador Dr. Valter Reis, com base numa colaboração com o programa IASC (International Astronomical Search Collabora), através do Núclio. No ano letivo anterior (24/25), este mesmo Clube contou com 3 “registos preliminares” de “novos asteroides”, por parte de alunos e professores.

Esta iniciativa tem como objetivos principais: a segurança da Terra, identificando asteroides que possam representar risco de colisão; oferece aos estudantes a possibilidade de descoberta de novos asteroides, que passarão a integrar a base de dados dos objetos conhecidos do nosso Sistema Solar e oferece ainda uma visão prática do que é a Ciência, e como se faz Ciência, mobilizando conceitos e desenvolvendo competências científicas e interpessoais. O desafio e a descoberta são, sem dúvida, poderosas alavancas para a aprendizagem e desenvolvimento de competências. Assim os alunos participantes interiorizam um conjunto de conceitos, aprendem rotinas e metodologias de trabalho e desenvolvem um conjunto de capacidades no decurso destas atividade.

Neste contexto, as alunas participantes, foram “registadas” junto da NASA como “cientistas- cidadãs”, pois neste processo de pesquisa os alunos percebem que a correção das órbitas dos asteroides já catalogados é um contributo científico muito importante, e mesmo a própria ausência de asteroides num grupo de imagens é, por si só, uma descoberta científica.

Emília Pinto e Luis Machado

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